A pavimentação asfáltica na rodovia Dom Agostinho José Sartoti, a PR 912 que liga os municípios de Palmas e Coronel Domingos Soares, foi tema de uma audiência pública na segunda-feira (19), na Assembleia Legislativa do Paraná
Por iniciativa do líder do PT,
Professor Lemos, com apoio do presidente da Comissão de Obras, Tião Medeiros
(PTB), e do presidente da Comissão de Orçamento, Nereu Moura (PMDB), foi
realizada na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Audiência Pública que
pautou a falta de pavimentação asfáltica em alguns municípios. Dos 399
municípios paranaenses, apenas quatro não têm ligação asfáltica com as cidades
vizinhas, Doutor Ulysses, Guaraqueçaba, Coronel Domingos Soares e Mato Rico. Os
quatro municípios ainda não foram contemplados pela malha asfáltica estadual, o
objetivo da audiência foi ouvir lideranças locais, além de representantes do
governo do Estado, para debater a melhor forma para resolver o problema.
Para o deputado Tião Medeiros,
a reunião foi proveitosa. “O objetivo comum é elaborar um cronograma para que
esses municípios possam viabilizar essas obras de asfaltamento de seus acessos
viários. Essas obras são de extrema importância para o desenvolvimento dessas
cidades. Porém não podemos esquecer que isso acontece num ato contínuo de
licenciamento ambiental, projeto de engenharia, captação de recursos e execução
da obra”, lembrou.
Já para o deputado Nereu
Moura, que preside a Comissão de Orçamento, lembrou que a audiência foi
realizada em boa hora, uma vez que o orçamento do Paraná para o próximo ano
será enviado à Assembleia Legislativa até o final de setembro. “Temos que
resolver o problema de vez, pois o povo está sofrendo. É preciso mobilizar toda
a sociedade para sensibilizar o Governo da necessidade destas obras. Não é
possível que, um estado como o Paraná, com uma economia pujante, ainda tenha
populações isoladas”, disse.
O deputado adiantou que irá
incluir, no Orçamento de 2017, recursos através de emenda para a pavimentação
asfáltica na rodovia Dom Agostinho José Sartori, a PR 912, que liga Cel.
Domingos Soares a Palmas.
Segundo o deputado professor
Lemos (PT), quem quiser chegar por via terrestre a quatro municípios
paranaenses terá obrigatoriamente de passar por um trecho de terra, embora não
sejam trechos muito extensos, a inexistência de pavimentação asfáltica acarreta
inúmeros problemas, afetando o desenvolvimento econômico e até a educação e a
saúde dos habitantes desses municípios. A ligação asfáltica nesses quatro
municípios já foi incluída no Plano Plurianual, votado no ano passado. Agora a
expectativa é que seja incluído na proposta orçamentária que o governo deve
enviar à Assembleia ainda neste mês.
De acordo com o diretor do
Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Amauri Medeiros Cavalcanti, o
governo tem total interesse na pavimentação das rodovias. Segundo ele, os
trechos de Mato Rico e Cel. Domingos Soares já possuem os projetos prontos. Já
o projeto de Doutor Ulysses deve ficar pronto nos próximos meses. A situação
mais complicada é de Guaraqueçaba, por questões ambientais.
“Os dois primeiros acessos
estão previstos no programa do empréstimo do Banco Mundial ao Governo do
Estado, que está em fase de liberação por parte do Governo Federal. O projeto
de Doutor Ulisses está em fase de conclusão e deve ficar pronto nos próximos
meses. Já o projeto de Guaraqueçaba, que é um acesso muito importante e
esperado para a região, apresenta dificuldades maiores por causa das questões
ambientais”, explicou Cavalcanti.
Autoridades politicas de Cel.
Domingos Soares acompanharam a movimentação a fim de sensibilizar o governo do
estado para o problema, um ônibus lotado de populares de CDS também acompanhou
a comitiva na capital paranaense. Já o município de Palmas foi representado
somente pelo vereador Cidenei Cristian Allebrandt (Alemão do Jornal), onde
representou a Câmara de Vereadores.
Trechos sem pavimentação
asfáltica:
Os trechos em questão são de
Cerro Azul a Doutor Ulisses (53 quilômetros), de Antonina a Guaraqueçaba (76
quilômetros), de Palmas a Cel. Domingos Soares (26 quilômetros) e de Pitanga a
Mato Rico (47 quilômetros).


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